Aumento de afastamentos por transtornos mentais no trabalho
Entenda por que aumentaram os afastamentos por transtornos mentais no trabalho, quais profissões foram mais impactadas e o que os dados revelam sobre saúde emocional.
ANSIEDADE E ESTRESSE
Os afastamentos por transtornos mentais e comportamentais atingiram um novo patamar no Brasil. Em 2025, a Previdência Social concedeu 546.254 benefícios relacionados a esse grupo de condições, um crescimento superior a 15% em comparação com 2024.
Dentro dos registros de incapacidade temporária, os transtornos ansiosos resultaram em 166.489 benefícios, enquanto os episódios depressivos somaram 126.608 concessões. Essas condições apareceram entre as principais causas de afastamento do trabalho no país.
Os números indicam uma sobrecarga emocional crescente, embora precisem ser interpretados com cuidado. Eles representam benefícios concedidos pelo Regime Geral de Previdência Social e não correspondem a todas as pessoas que enfrentam sofrimento psicológico no trabalho.
A base não inclui afastamentos curtos, parte dos trabalhadores informais, profissionais vinculados a regimes próprios de previdência e pessoas que continuam trabalhando mesmo com sintomas significativos. Também existem dificuldades para reconhecer formalmente a relação entre o adoecimento e as condições de trabalho.
Por isso, o aumento dos afastamentos revela uma realidade que ultrapassa os números registrados. Ele chama atenção para a organização do trabalho, as relações profissionais, a pressão por desempenho e a necessidade de prevenção contínua.
O que os dados sobre afastamentos realmente mostram?
Segundo a Fundacentro, a concessão de benefícios relacionados a transtornos mentais e comportamentais aumentou 104,07% entre 2019 e 2024.
Em 2019, foram concedidos 235.935 benefícios relacionados a esse grupo de condições. Em 2024, o total chegou a 481.476.
Os dados preliminares de 2025 indicaram uma nova elevação, alcançando 546.254 concessões. Desse total, 346.613 foram destinadas a mulheres, o equivalente a 63,46%, enquanto os homens receberam 199.641 benefícios.
Esse crescimento pode refletir diversos fatores:
aumento do sofrimento emocional;
maior procura por atendimento;
ampliação do reconhecimento dos transtornos mentais;
mudanças nos processos de concessão;
crescimento da população segurada;
impactos das condições de trabalho;
efeitos sociais e econômicos acumulados;
maior identificação de sintomas por profissionais de saúde.
Os registros, isoladamente, não permitem atribuir o aumento a uma única causa. Eles também não significam que todos os benefícios foram reconhecidos como decorrentes do trabalho.
Em 2024, apenas 9.822 dos 481.476 benefícios relacionados a transtornos mentais e comportamentais tiveram o nexo com o trabalho formalmente reconhecido, segundo levantamento divulgado pela Fundacentro. Isso corresponde a pouco mais de 2% do total.
A própria instituição alerta para a possibilidade de subnotificação. Muitos casos podem ser classificados como benefícios previdenciários comuns mesmo quando as condições profissionais contribuíram para o adoecimento.
Benefício previdenciário e adoecimento relacionado ao trabalho
Um transtorno mental pode afetar a capacidade profissional sem ter sido causado exclusivamente pelo trabalho. Aspectos familiares, sociais, financeiros, biológicos e pessoais também podem participar do desenvolvimento do quadro.
Ao mesmo tempo, o ambiente profissional pode desencadear, agravar ou prolongar sintomas.
Entre os fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho estão:
jornadas excessivas;
metas difíceis de alcançar;
falta de autonomia;
assédio;
conflitos frequentes;
comunicação desrespeitosa;
insegurança profissional;
ausência de pausas;
equipes reduzidas;
acúmulo de funções;
exposição contínua ao sofrimento;
falta de reconhecimento;
pressão para permanecer disponível;
dificuldade para conciliar trabalho e vida pessoal;
ausência de apoio diante de situações críticas.
A identificação dessa relação exige análise do contexto, da organização do trabalho, da história do trabalhador e da evolução dos sintomas.
A existência de um diagnóstico também não determina automaticamente a concessão de benefício. O INSS avalia se a condição apresentada provoca incapacidade para o exercício do trabalho ou da atividade habitual.
Por que tantas pessoas continuam trabalhando mesmo com sintomas?
O afastamento costuma acontecer quando o sofrimento já compromete significativamente a capacidade de funcionamento.
Antes disso, muitas pessoas continuam trabalhando enquanto enfrentam:
dificuldade para dormir;
crises de ansiedade;
irritabilidade;
cansaço persistente;
medo de cometer erros;
problemas de concentração;
dores físicas recorrentes;
perda de motivação;
sensação de incapacidade;
isolamento;
preocupação constante com o trabalho.
Esse funcionamento pode permanecer pouco visível. O profissional entrega tarefas, participa de reuniões e responde às demandas enquanto utiliza grande parte de sua energia para controlar os sintomas.
Esse padrão se aproxima da experiência de ansiedade silenciosa, na qual existe sofrimento emocional apesar da manutenção aparente da rotina.
Algumas pessoas evitam pedir ajuda por medo de julgamento, perda de oportunidades ou impacto na carreira. Outras acreditam que precisam suportar a situação até que ela melhore sozinha.
Quando a cultura profissional valoriza disponibilidade permanente e desempenho acima dos limites, reconhecer a própria sobrecarga pode se tornar ainda mais difícil.
O que o aumento dos afastamentos revela sobre a saúde emocional?
Os dados mostram que a saúde mental participa diretamente da capacidade de trabalhar, tomar decisões, manter relações profissionais e realizar tarefas com segurança.
Eles também evidenciam que o cuidado precisa começar antes do afastamento.
Uma política de saúde emocional baseada apenas na reação a casos graves alcança o trabalhador depois que o prejuízo já se estabeleceu. A prevenção exige observar como o trabalho está sendo organizado.
Isso inclui avaliar:
quantidade de tarefas;
ritmo exigido;
clareza das funções;
qualidade da liderança;
segurança para comunicar problemas;
frequência das pausas;
previsibilidade dos horários;
participação nas decisões;
exposição a conflitos;
disponibilidade de recursos;
distribuição das responsabilidades;
formas de reconhecimento;
práticas de prevenção ao assédio.
Ações individuais, como exercícios de relaxamento e organização da rotina, podem contribuir para o cuidado. Mudanças estruturais também são necessárias quando a fonte de sofrimento está nas próprias condições de trabalho.
Quais profissões aparecem entre as mais impactadas?
A identificação das profissões mais afetadas exige cautela.
Os sistemas disponíveis não abrangem toda a população trabalhadora. Categorias com maior número de vínculos formais, melhor registro previdenciário ou maior acesso ao atendimento podem aparecer com mais frequência nas estatísticas.
Também existe diferença entre número absoluto de afastamentos e proporção de afastamentos dentro de uma categoria. Uma profissão numerosa pode concentrar mais registros sem necessariamente apresentar o maior risco individual.
Ainda assim, alguns setores aparecem repetidamente em levantamentos e estudos sobre saúde mental no trabalho.
Profissionais da saúde e da enfermagem
Profissionais de saúde lidam com sofrimento, responsabilidade por vidas, jornadas extensas, falta de recursos e decisões sob pressão.
Segundo levantamento divulgado pelo Conselho Federal de Enfermagem com base em dados do INSS reunidos pelo SmartLab, técnicos de enfermagem, auxiliares e enfermeiros somaram 70.701 licenças relacionadas à saúde mental entre 2012 e 2024.
Os dados disponíveis consideram principalmente afastamentos superiores a 15 dias de pessoas vinculadas ao regime previdenciário analisado. Profissionais informais, servidores ligados a regimes próprios e afastamentos mais curtos podem ficar fora da contagem.
Entre os fatores presentes nesse setor estão:
contato frequente com dor e adoecimento;
jornadas prolongadas;
trabalho em turnos;
equipes insuficientes;
pressão por decisões rápidas;
violência no ambiente de trabalho;
pouca oportunidade de recuperação entre plantões.
Profissionais da educação
Professores e outros trabalhadores da educação também aparecem em estudos e levantamentos sobre adoecimento mental.
A rotina pode envolver turmas numerosas, carga administrativa, pressão por resultados, conflitos, violência, falta de recursos e trabalho realizado fora do horário formal.
Além das aulas, muitos profissionais precisam preparar atividades, responder mensagens, corrigir trabalhos e lidar com exigências institucionais durante o período destinado ao descanso.
A Fundacentro já destacou o impacto dos transtornos mentais, dos problemas de voz, do assédio e das condições de gestão entre trabalhadores da educação.
Trabalhadores da atenção ao público
Profissionais que trabalham com atendimento constante podem enfrentar cobrança emocional elevada.
Essa realidade pode envolver trabalhadores do comércio, teleatendimento, serviços financeiros, segurança, transporte, assistência social e outras funções de contato direto com o público.
Entre os fatores de risco estão:
necessidade de controlar as emoções durante conflitos;
exposição a agressões verbais;
monitoramento constante;
metas;
baixa autonomia;
dificuldade para realizar pausas;
responsabilidade por resolver problemas com poucos recursos.
A intensidade varia conforme a função e a organização. O nome da profissão, sozinho, não determina o nível de risco.
Lideranças e profissionais com alta responsabilidade
Gestores, profissionais autônomos, empreendedores e pessoas em cargos de decisão também podem enfrentar sobrecarga.
A responsabilidade por resultados, equipes, clientes e decisões financeiras pode manter a mente em estado de alerta mesmo fora do expediente.
Muitos profissionais nessa posição sentem dificuldade para demonstrar insegurança ou pedir ajuda. A imagem de competência que precisam sustentar pode atrasar a procura por cuidado.
Trabalhadores submetidos a metas e baixa autonomia
Metas elevadas, monitoramento contínuo e baixa participação nas decisões podem aparecer em diferentes profissões.
Nesses contextos, o trabalhador recebe grande responsabilidade pelos resultados e possui pouca capacidade de modificar as condições que influenciam esses mesmos resultados.
Essa combinação favorece sensação de impotência, medo de punições, competição e autopressão crônica.
Mulheres representam a maior parte dos benefícios registrados
Em 2025, as mulheres receberam aproximadamente 63% dos benefícios concedidos por transtornos mentais e comportamentais.
Esse dado precisa ser analisado dentro de um contexto mais amplo.
Mulheres podem enfrentar sobreposição entre trabalho remunerado, tarefas domésticas, cuidado de familiares e responsabilidades emocionais. Também estão presentes em grande número em setores como saúde, educação e cuidado, que possuem demandas relacionais intensas.
Diferenças na procura por atendimento e na identificação dos sintomas também podem influenciar os registros.
O dado previdenciário mostra maior quantidade de concessões entre mulheres. Ele não permite concluir, isoladamente, que determinado sexo possui uma causa única ou uma vulnerabilidade universal.
O papel da NR-1 na prevenção dos riscos psicossociais
Em 26 de maio de 2026, entrou em vigor a atualização da Norma Regulamentadora nº 1, incluindo os fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais.
A mudança amplia a atenção sobre aspectos da organização do trabalho que podem afetar a saúde mental.
Entre os fatores que precisam ser observados estão:
assédio;
sobrecarga;
metas abusivas;
jornadas extenuantes;
conflitos;
falta de apoio;
baixa autonomia;
falhas na organização;
exposição a situações emocionalmente críticas.
A análise deve considerar o trabalho real, a forma como as atividades são executadas e a participação dos trabalhadores.
A Fundacentro ressalta a necessidade de evitar abordagens que atribuam todo o adoecimento à capacidade individual de suportar pressão. Quando a organização do trabalho cria ou mantém o risco, a prevenção precisa incluir mudanças concretas nessa organização.
Quais são os primeiros sinais de sobrecarga emocional no trabalho?
O adoecimento pode se desenvolver de maneira gradual.
Alguns sinais que merecem atenção são:
dificuldade frequente para iniciar o expediente;
preocupação com o trabalho durante o descanso;
irritabilidade com colegas ou familiares;
medo constante de cometer erros;
alterações persistentes no sono;
sensação de exaustão ao acordar;
dificuldade para se concentrar;
perda de interesse pelas atividades profissionais;
crises de ansiedade;
sintomas físicos recorrentes;
necessidade de trabalhar cada vez mais para manter o mesmo resultado;
isolamento;
sensação de incapacidade;
uso do tempo livre apenas para se recuperar.
Um sinal isolado pode estar relacionado a diferentes situações. A frequência, a intensidade, a duração e o impacto na rotina ajudam a avaliar a necessidade de cuidado.
Sintomas físicos novos, intensos ou persistentes também precisam de avaliação médica.
O que o trabalhador pode fazer diante desses sinais?
O cuidado individual possui limites quando a fonte do problema está na organização do trabalho. Ainda assim, algumas ações podem ajudar a compreender a situação e buscar apoio.
Registre os acontecimentos
Anote quando os sintomas aparecem, quais situações os intensificam e como eles afetam sua rotina.
Também pode ser útil registrar jornadas, solicitações, mudanças de função, conflitos e comunicações relacionadas às condições de trabalho.
Esse registro ajuda a organizar a percepção e oferece informações para conversas com profissionais de saúde ou setores responsáveis.
Procure avaliação profissional
Ansiedade, alterações de humor, insônia, dificuldades de concentração e sintomas físicos podem ter diferentes causas.
A avaliação permite compreender o quadro e definir os cuidados adequados. Dependendo da situação, podem participar desse processo profissionais de saúde mental, médicos e serviços de saúde ocupacional.
Converse com pessoas confiáveis
Compartilhar o que está acontecendo ajuda a reduzir o isolamento.
A rede de apoio pode incluir familiares, amigos, colegas, representantes dos trabalhadores e profissionais.
Escolha pessoas capazes de ouvir com respeito e preservar sua privacidade.
Observe seus limites
Perceba quanto tempo a mente continua ocupada pelo trabalho depois do expediente. Avalie a frequência com que você abandona o descanso para atender novas solicitações.
Criar limites de disponibilidade, organizar prioridades e fazer pausas pode contribuir para reduzir parte da sobrecarga.
O conteúdo sobre como reduzir o estresse no dia a dia apresenta estratégias complementares.
Evite transformar o sofrimento em incapacidade pessoal
Ambientes desorganizados, violentos ou submetidos a pressão constante afetam a saúde.
Reconhecer o papel do contexto ajuda a direcionar a atenção para as mudanças necessárias e reduz a tendência de interpretar cada dificuldade como falha individual.
O que as empresas podem fazer?
A prevenção exige participação institucional.
Entre as medidas possíveis estão:
avaliar riscos psicossociais;
revisar metas e cargas de trabalho;
prevenir e enfrentar o assédio;
garantir pausas e jornadas adequadas;
oferecer canais seguros de comunicação;
preparar lideranças;
ampliar a autonomia possível;
definir claramente as funções;
organizar protocolos após situações críticas;
acompanhar afastamentos e retornos;
envolver trabalhadores na identificação dos riscos;
criar planos de ação com acompanhamento contínuo.
A oferta de palestras, aplicativos ou ações pontuais pode complementar uma estratégia. Quando existem metas abusivas, assédio, falta de recursos ou jornadas excessivas, essas condições precisam ser diretamente enfrentadas.
Como apoiar alguém que está adoecendo por causa do trabalho?
Ouça sem minimizar a experiência.
Frases que exigem força ou comparam o sofrimento com o de outras pessoas podem aumentar o isolamento.
Pergunte qual tipo de apoio seria útil. A pessoa pode precisar de companhia para buscar atendimento, ajuda para organizar informações ou simplesmente de um espaço seguro para falar.
Evite realizar diagnósticos ou indicar decisões definitivas. A situação profissional, financeira e emocional precisa ser avaliada com cuidado.
Quando houver prejuízo significativo da rotina, incentive a procura por profissionais qualificados.
Quando procurar ajuda profissional?
A avaliação profissional é especialmente importante quando os sintomas:
persistem por semanas;
prejudicam o sono;
provocam crises recorrentes;
interferem na concentração;
comprometem o desempenho;
afetam os relacionamentos;
geram evitação frequente;
dificultam atividades cotidianas;
produzem sintomas físicos persistentes;
fazem com que o período de descanso seja insuficiente para a recuperação.
A intensidade do sofrimento pode variar ao longo do tempo. Procurar ajuda nas fases iniciais favorece a compreensão dos padrões e a construção de recursos antes que o funcionamento fique mais comprometido.
Como a terapia pode ajudar?
A terapia oferece um espaço para compreender a relação entre trabalho, emoções, expectativas e limites.
Durante o processo, podem ser trabalhados:
identificação de gatilhos;
regulação emocional;
comunicação de limites;
medo de decepcionar;
insegurança profissional;
autocobrança;
conflitos;
dificuldade para descansar;
organização da rotina;
decisões relacionadas ao trabalho;
recuperação após períodos de sobrecarga.
O acompanhamento também ajuda a diferenciar responsabilidades pessoais, problemas organizacionais e situações que exigem outros tipos de apoio.
A terapia não substitui mudanças necessárias nas condições de trabalho. Ela pode fortalecer a consciência, a capacidade de decisão e os recursos emocionais para atravessar a situação.
Perguntas frequentes sobre afastamentos por saúde mental
Todo transtorno mental dá direito ao afastamento?
A concessão de benefício depende da avaliação da incapacidade para o trabalho ou para a atividade habitual e do cumprimento dos requisitos previdenciários. A presença de um diagnóstico, isoladamente, não garante a concessão.
Ansiedade pode causar afastamento do trabalho?
Transtornos ansiosos podem comprometer o sono, a concentração, a tomada de decisões e outras capacidades necessárias ao trabalho. A necessidade de afastamento precisa ser avaliada por profissionais e pelos procedimentos previdenciários aplicáveis.
O trabalho precisa ser a única causa do transtorno?
O adoecimento mental pode envolver diferentes fatores. Para reconhecer o nexo ocupacional, é necessário avaliar como as condições e a organização do trabalho participaram do desenvolvimento ou agravamento do quadro.
Quais profissões apresentam mais afastamentos?
Profissionais da saúde, enfermagem, educação e atividades com atendimento intenso aparecem com frequência em estudos e levantamentos. Os dados disponíveis não permitem construir um ranking completo de todas as profissões, pois existem diferenças de cobertura, formalização e registro.
Burnout e transtorno de ansiedade são a mesma condição?
Burnout está relacionado ao estresse crônico no contexto ocupacional. Os transtornos de ansiedade possuem critérios próprios e podem afetar diferentes áreas da vida. Uma avaliação profissional ajuda a diferenciar as condições.
A empresa é responsável por prevenir riscos psicossociais?
A gestão de riscos ocupacionais passou a incluir os fatores psicossociais relacionados ao trabalho na NR-1. As organizações precisam identificar, avaliar e gerenciar esses riscos dentro de suas responsabilidades de saúde e segurança.
Continuar trabalhando significa que a pessoa está bem?
Muitas pessoas mantêm parte das atividades enquanto enfrentam sofrimento significativo. O funcionamento aparente precisa ser analisado junto da quantidade de esforço, dos sintomas e do impacto sobre as outras áreas da vida.
O aumento dos afastamentos exige prevenção e responsabilidade coletiva
Os dados mostram que centenas de milhares de benefícios relacionados a transtornos mentais e comportamentais são concedidos todos os anos.
Esses números representam apenas parte do problema. Existem pessoas que enfrentam sintomas sem procurar atendimento, profissionais que continuam trabalhando em sofrimento e casos em que a relação com o trabalho permanece sem reconhecimento formal.
A prevenção depende de ambientes profissionais mais seguros, participação dos trabalhadores, organização adequada das atividades e acesso a cuidados de saúde.
No âmbito individual, reconhecer os sinais e procurar apoio contribui para interromper o agravamento da sobrecarga.
Se o trabalho está afetando seu sono, sua ansiedade, seus relacionamentos ou sua capacidade de descansar, entre em contato para conhecer as possibilidades de acompanhamento terapêutico.
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Fontes e Referências
Sobre o Autor
Maike Batista é terapeuta especializado em regulação emocional e autoestima, com atuação em psicoterapia individual on-line para adultos brasileiros no Brasil e no exterior. É bacharel em Psicologia e possui formação em Hipnose Ericksoniana, Programação Neurolinguística e Psicoterapia Breve. Seu trabalho é direcionado a pessoas que convivem com ansiedade, mente acelerada, dificuldades para dormir, autocobrança e sobrecarga emocional.


Responsabilidade editorial
Este conteúdo tem finalidade informativa e educativa. Avaliações e acompanhamentos individualizados devem considerar a história, as necessidades e as condições emocionais de cada pessoa.
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